Guitarrista, violonista e compositor

Motel Flamingo

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Por volta de 2001, comecei a compor umas canções com letra, o que não costumava fazer. Já tinha a possibilidade de gravar em computador, ainda que de maneira rudimentar. Assim, fui compondo e registrando um corpo de canções, que assumiu uma forma e um conceito estético próprio. Fui mostrando a alguns amigos e recebi o incentivo de desenvolver mais aquilo ali.

O estilo musical da Motel Flamingo é um caldeirão onde entra Jovem Guarda, kitsch, trilhas sonoras (principalmente faroeste e espionagem), música gaudéria (não acho, mas alguns me falaram) e o bom rock, é claro.

Em 2003 fiz uma seleção de algumas faixas e decidi gravá-las mas apropriadamente, e o fiz no Home Studio de um grande amigo meu, Patricio Contreras. Foram gravadas 9 faixas, onde executei todos os instrumentos, com algumas participações de músicos e amigos.

Sete dessas 9 canções gravadas podem ser ouvidas e/ou baixadas na página da banda na Tramavirtual.

Após essa fase de incubação e gravação, era hora de montar a banda e humanizar o projeto. Juntei alguns amigos (bandas de rock dependem desesperadamente de amigos) e fizemos a primeira formação e começamos a ensaiar.

Crítica no jornal Diário de Santa Maria, do CD demo:

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Em 2005, a faixa Thomas Magnum foi selecionada para a coletânea Good Music Rock Festival II, e aconteceu um show do evento no Dr. Jekyll em Porto Alegre, já com a segunda formação (porque tudo muda muito rápido hoje em dia). Veja uma crítica fizeram desse show:

MOTEL FLAMINGO, JADY OHANA e P4F GOOD MUSIC ROCK FESTIVAL no Dr. Jekyll 20/11/2003

Por Eduardo da Camino

Segue a bronca da Good Music. As bandas Motel Flamingo, Jady Ohana e P4F deram a cara a tapa. E deram bem. Como na primeira semana, esta quinta mostrou três shows tecnicamente impecáveis, bem amplificados, timbrados e executados. Já fica na cabeça aquele pensamento: "A grande mídia é um ovo podre mesmo, tanta banda interessante, pra tudo quanto é tipo de público, e a gente não fica sabendo de nada". Só por isso, iniciativas como esta merecem respeito. Claro que daí a gostar de tudo eu aparecer já vai um caminho....

Acione sua visão microscópica pra não perder nenhum detalhe da Motel Flamingo. Tudo funciona nessa banda. Garantem imensa respeitabilidade exatamente porque não se respeitam. Primeiro, a imagem: um arranjo de luzes de natal em formato de flamingo os emoldura num legítimo anúncio de motel. Todos os músicos usam camisetas vermelhas (no caso do vocalista, um avental!!!) com o nome da banda nas costas (em letras douradas!) e o símbolo na frente. E como é o símbolo? De novo, pense em logotipos de motel! E para os ouvidos? Meu amigo, parece Butthole Surfers! Ou Violent Femmes, ou até Frank Jorge. Mas é outra coisa: é música com MUITA cara própria! Vai dum instrumental com coro lá-lá-lá em voz de monstro até crônicas sobre um telefone que não pára de tocar. Além de tranqüilizar a platéia quanto à sanidade dos músicos, segundo a canção "Eu Tomo Minhas Pílulas?!. Escalas simples e ao mesmo tempo esquisitas, intervenções bizarras do teclado em teminhas que complementam a voz, linhas vocais parcialmente faladas, com entonação debochada. E estão aqui do lado, em Santa Maria, e ninguém neste mundinho que é Porto Alegre conhece.

Esse show contava com a escalação: Guilherme Barros (guitarra e voz), Batavo (guitarra), Eduardo Caldera (baixo), Rafael Oliveira (teclado) e Bruno Tessele (bateria).

Veja cenas raras desse show no vídeo. A música é "Thomas Magnum".